Estética: Restauraciones Adhesivas Directas en Dientes Anteriores Fracturados - Baratieri. La Odontología Restauradora, así como el campo de los Biomateriales Odontológicos, ha cambiado dramáticamente en las últimas décadas. Con base en el desarrollo de nuevos y excitantes materiales, técnicas y procedimientos que jamás imaginábamos que un día pudieran existir, se encuentran ahora disponibles. Por primera vez, el dentista puede promover una adhesión entre los sistemas resinosos y las superficies dentales sin la necesidad de preparación mecánico. Virtualmente, cualquier resina puede ser unida a las aleaciones metálicas odontológicas. La sensibilidad Postoperatoria puede ser evitada o eliminada por un proceso relativamente simple llamado "hibridización". Materiales restauradores estéticos están comenzando a ser usados en dientes posteriores.sábado, 5 de dezembro de 2009
Estética: Restauraciones Adhesivas Directas em Dientes Anteriores Fracturados - Baratieri
Estética: Restauraciones Adhesivas Directas en Dientes Anteriores Fracturados - Baratieri. La Odontología Restauradora, así como el campo de los Biomateriales Odontológicos, ha cambiado dramáticamente en las últimas décadas. Con base en el desarrollo de nuevos y excitantes materiales, técnicas y procedimientos que jamás imaginábamos que un día pudieran existir, se encuentran ahora disponibles. Por primera vez, el dentista puede promover una adhesión entre los sistemas resinosos y las superficies dentales sin la necesidad de preparación mecánico. Virtualmente, cualquier resina puede ser unida a las aleaciones metálicas odontológicas. La sensibilidad Postoperatoria puede ser evitada o eliminada por un proceso relativamente simple llamado "hibridización". Materiales restauradores estéticos están comenzando a ser usados en dientes posteriores.sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
LIVRO - Imágenes radiográficas de las patologías del área buco-maxilo-facial. J. Ramírez
Imágenes Radiográficas de las Patologías del Área Buco-Maxilo-Facial - J. Ramírez. Su objetivo es ofrecer al estudiante los conocimientos básicos imprescindibles en la interpretación de las imágenes radiológicas de cara al diagnóstico de las enfermedades de las regiones oral y maxilofacial. Por estar tan íntimamente relacionada con la Odontología y ser rama de la Patología, después del análisis clínico hace uso de coadyuvantes al diagnóstico como radiografías (periapical, oclusal, lateral de cráneo, posteroanterior, panorámica), biopsia, tinciones con análisis posterior en microscopio, tomografía axial computarizada, patrones de inmunofluorescencia y estudios de laboratorio. Ofrece de manera completa y práctica los principios básicos de la radiología oral y maxilofacial. Cubre los principios físicos de la radiación y sus efectos biológicos, la importancia de la seguridad y protección ante la radiación para médicos y pacientes y las más recientes técnicas en obtención de imágenes e interpretación de las estructuras anatómicas normales.DOWNLOAD
domingo, 29 de novembro de 2009
ARTIGO - AMELOBLASTOMA: TRATAMENTO CIRÚRGICO CONSERVADOR OU RADICAL?
Rev. Cir. Traumat. Buco-Maxilo-Facial, v.2, n.2, p. 17-24, jul/dez - 2002Autores:
Ana Cláudia Amorim GOMES
Emanuel DIAS
Daniel Oliveira GOMES
Déborah Pitta PARAÍSO
George João Ferreira do NASCIMENTO
Rodrigo Arthur Araújo CABRAL
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Zumbido pode estar associado a questões dentofaciais
Atualmente, o estresse e a ansiedade são fatores quase que constantes na vida de todos nós. Esse excesso de preocupação pode ser grande influente na geração de alguns problemas psicológicos e, principalmente, físicos. Um deles, que traz grande prejuízo ao bem-estar e qualidade de vida é o zumbido. O zumbido é classicamente definido como uma percepção auditiva fantasma, sem haver concomitante estímulo auditivo externo (ruído provindo do ambiente).Com tanta pressão sofrida hoje, alguns dos exemplos de retorno que isso pode causar é o uso excessivo da musculatura mastigatória, criando um apertamento ou rangimento do dentes. Segundo pesquisas neurológicas realizadas a partir dos anos 90 do século passado, a força que é aplicada nesses atos (chamados de parafuncionais) pode produzir resultados que, em alguns casos são interpretados erroneamente pelo cérebro como uma sensação de zumbidos. De acordo com o especialista em Ortopedia Facial e Ortodontia, Gerson Köhler, isso acaba sendo um grande incômodo e pode ser identificado nas pessoas eventual ou constantemente.
"17% dos brasileiros padecem dos sintomas de zumbidos, em maior ou menor grau de severidade", explica Gerson. Este número acaba representando cerca de 30 milhões de pessoas, as quais, em casos mais graves, podem sentir-se completamente desesperadas.
A relação existente entre zumbidos e outros ruídos nos ouvidos já vem sendo estudada pela Medicina e Odontologia desde os anos 20 do século passado, mas o pressuposto que se tinha era de que a função incorreta das ATMs (articulações têmporo-mandibulares, aquelas que encaixam bem ao lado dos ouvidos) seria a provável causa, pela proximidade anatômica.
Desde 1996, no entanto, de acordo com uma nova hipótese neurofisiológica de dois pesquisadores americanos - WRIGHT & RYUGO, o fato do apertamento dos dentes gerado pelo excesso de força da musculatura mastigatória (e também da região de cabeça e pescoço) passou a ser levado em consideração no diagnóstico diferencial dos tipos de zumbidos que podem acometer as pessoas.
"Após essa teoria pode-se diagnosticar o que antes não era conhecido. Uma - agora sabida - causa que não era levada em consideração. A força dos músculos da face (da mastigação) e o apertamento de dentes não pareciam ter relação direta com os sintomas de ouvidos. Isto mudou e pacientes nesta condição já conseguem alívio para o desconfortante sintoma de zumbido que afeta severamente o bem-estar e a qualidade de vida", afirma o Professor Köhler.
O diagnóstico inicial finaliza Gerson Köhler, continua, no entanto, sendo efetuado pela medicina otoneurológica, mas a avaliação craniofacial é solicitada, quando necessária, pelo médico especialista quando ele detecta que os sintomas acúfenos (os zumbidos) não são causados somente a partir da cóclea (uma estrutura interna dos ouvidos, em forma de caracol).
Fonte: Paran@Shop/Dental Press
A importância dos limpadores linguais para os pacientes idosos
A cada dia mais, especialmente nos indivíduos que ingerem muitos medicamentos por dia e ainda mais nos acamados, quer seja no hospital ou em casa, é primordial. Usar um limpador de língua permite que possam limpar as porções realmente posteriores da língua que é onde se acumulam mais restos alimentares. Estes acúmulos, além da chance de propiciar a formação de mau-hálito, fecham/ocluem os botões gustativos da língua, que é por meio de onde sentimos o gosto dos alimentos, que acaba levando as pessoas a colocarem mais sal ou açúcar para melhor sentirem o gosto dos alimentos. Além disto e ainda mais grave nos pacientes acamados, é que esta região da língua acumula muitos grupos de bactérias causadoras de pneumonias em pacientes debilitados ou propensos a problemas pulmonares.Existem diversos formatos de limpadores de língua, mas os 2 grandes tipos são os raspadores linguais - que têm uma ponta mais ativa que remove os restos alimentares de fato e os higienizadores linguais - que são arredondados e particularmente indicados para pacientes debilitados ou vivendo acamados. A freqüência de uso dos raspadores (em pessoas saudáveis) deve ser diária e é o ultimo passo de uma higiene bucal efetiva. Nas pessoas adoentadas/anêmicas o uso deve ser de acordo com as condições físicas de cada um, indo desde dia-sim, dia-não - sempre com muita leveza - até semanal. Nestes pacientes debilitados deve-se usar apenas os higienizadores linguais arredondados totalmente em sua ponta ativa.
O uso destes artefatos é muito antigo e existem relatos desde o século XVII, com a utilização de diversos materiais disponíveis em cada época/ país. Mas só no final do século XX e início do Século XXI vem sendo dada a real dimensão da importância de seu uso para parcelas cada vez maiores da população.
Por que o uso dos limpadores linguais é de extrema importância para os idosos?
Como esta faixa etária tende a ingerir mais medicamentos,há uma diminuição do fluxo de saliva, que limpava também a porção posterior da língua. A Hipertensão é extremamente incidente acima dos 80 anos, por isto, tudo que ajude a prevenir seu avanço inexorável deve ser utilizado e sentir melhor o gosto dos alimentos (e usar menos sal na alimentação) é fundamental. O mesmo se aplica à diabetes, em relação ao açúcar. Mais crítico ainda é porque diversos trabalhos realizados por pneumologistas internacionais mostram que a porção posterior é um depósito de bactérias patogênicas ao pulmão e sistema respiratório e elas são um presságio das nefastas pneumonias, uma das doenças de maior mortalidade entre os idosos avançados e/ou acamados.
Fonte: Odontologika/Dental Press
Morfina pode acelerar alastramento do câncer, diz estudo
Testes com ratos em laboratório sugerem que a morfina teria o efeito de encorajar o alastramento do câncer, doença cujo tratamento com frequência envolve o uso de morfina para diminuir a dor resultante de cirurgias e tumores.Cientistas americanos dizem que opiáceos como a morfina promovem o crescimento de novos vasos sanguíneos que levam oxigênio e nutrientes aos tumores.
Em uma conferência da American Association for Cancer Research, em Boston, os pesquisadores também disseram ter identificado uma droga que teria a propriedade de anular esse efeito.
Comentando o anúncio pelos especialistas americanos, a entidade britânica de fomento a pesquisas sobre o câncer Cancer Research UK disse que são necessários mais testes antes de que sejam feitas mudanças nos tratamentos.
O pesquisador Patrick Singleton, da University of Chicago, disse que testes mostraram que a morfina não apenas fortaleceu a circulação sanguínea como também pareceu facilitar a invasão de outros tecidos e o alastramento de câncer.
Singleton disse, no entanto, que o efeito negativo da morfina poderia ser bloqueado com uma droga chamada metilnaltrexona, desenvolvida na década de 80 para combater a prisão de ventre associada ao uso da morfina.
Segundo o especialista, a metilnaltrexona, cujo uso só foi aprovado recentemente nos Estados Unidos, parece funcionar sem interferir com as propriedades analgésicas da morfina.
Nos testes em ratos com câncer de pulmão, a metilnaltrexona inibiu em 90% o alastramento do câncer supostamente encorajado pelo opiáceo - dizem os especialistas.
"Se confirmado clinicamente, isto poderia mudar a maneira como fazemos anestesias cirúrgicas nos nossos pacientes com câncer", disse Singleton.
"(O estudo) também indica novas aplicações em potencial para essa nova classe de drogas", acrescentou, em referência à metilnaltrexona.
Os testes foram iniciados após um colega de Singleton ter notado que vários pacientes sendo tratados com a nova droga sobreviveram mais tempo após a cirurgia do que o esperado.
Mas uma médica da entidade Cancer Research UK, Laura Bell, disse que a morfina apresenta um longo histórico de oferecer alívio efetivo para a dor.
Ela observou que as pesquisas sobre o assunto estão em fase inicial e, portanto, é muito cedo para que se possa afirmar que os analgésicos baseados em opiáceos possuem de fato um efeito sobre o crescimento do câncer.
"Muitas pesquisas seriam necessárias para justificar mudanças na forma como os opiáceos são usados para tratar pessoas com câncer".
Fonte: BBC Brasil
domingo, 22 de novembro de 2009
Religiosidade fortalece pacientes na luta contra o câncer
Uma pesquisa realizada com pacientes com câncer e profissionais de saúde, revelou a importância da religiosidade e da fé na luta contra a doença. A psicóloga Joelma Ana Espíndula, em doutorado realizado na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, mostrou como pacientes reencontram o sentido da vida e fortalecem laços familiares por intermédio da aproximação com a religião.O interesse da pesquisadora pelo assunto surgiu durante o mestrado, cujo tema foi Vivências de mães em situação de recidiva de câncer. “Nos discursos, as mães apresentaram a fé e a religiosidade como alívio, conforto e segurança para continuar lutando na vida”, relembra Joelma. No doutorado, a proposta inicial foi entrevistar pacientes com câncer, questionando como eles vivenciam a religiosidade e a fé, e como profissionais de saúde veem essa religiosidade dos pacientes, além da sua própria.
A pesquisa foi qualitativa, sendo entrevistados 12 pacientes em tratamento de câncer e 11 profissionais da oncologia (três médicos, quatro residentes, uma enfermeira, um auxiliar de enfermagem, um dentista e um psico-oncologista). As entrevistas foram realizadas no Hospital Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto, em 2006 e 2007.
Joelma teve como orientadora, na EERP, a professora Elizabeth Ranier Martins do Valle. A pesquisa foi concluída na Universidade Pontificia Lateranense, em Roma, na Itália, sendo co-orientada pela professora Ângela Ales Belo.
Os relatos revelaram a situação vivida pelos pacientes que, além da perda da saúde, perdem inúmeras qualidades pessoais e sociais, como autoestima, autonomia, integridade, emprego, capacidade de se relacionar com os outros. Espiritualmente, eles passam a questionar o sentido da vida, que se apresenta como a esperança de ser curado e continuar a viver o presente no lugar que habita e com seus familiares.
E muitos, estreitam suas relações com a religião e com a família buscando esse sentido. “Os pacientes significam a religião como um meio de suporte e sustento fundamental nos momentos de dor e sofrimento causados pelo câncer e por seu tratamento”, explica Joelma.
Os pacientes percebem a comunidade religiosa como um apoio espiritual, no qual podem compartilhar seus sentimentos, conflitos e dores. “A religiosidade e a fé fazem a mediação entre Deus e as pessoas para ajudá-las, principalmente em condição de doença, a responderem às provocações que ocorrem na vida” analisa a pesquisadora.“Mesmo naqueles que não participavam de nenhuma religião, surgiu, a partir da doença, a necessidade de se buscar uma, pela qual tinham maior afinidade ou onde se sentiam bem acolhidos e recebidos”, lembra a pesquisadora.
Com os profissionais de saúde, mais da metade não segue nenhuma religião. Porém, todos reconhecem a importância da religião e da fé para o paciente e sua família. “Mas fé e religião devem ser vividas como sustento, proteção e prudência, sempre aderindo à realidade” ressalta Joelma.
Um dos casos pesquisados foi o do médico Rafael (nome fictício), que acompanhou um paciente com um osteosarcoma. O profissional se envolveu afetivamente com ele: “Recordo o que me aconteceu no hospital, e me abalou. Foi um paciente que estava no centro cirúrgico, e eu achei que não ia sobreviver. A equipe médica tinha considerado ele como morto e, sem nenhuma explicação ele voltou a respirar de novo. Nesta hora a minha fé foi abalada, me pegou de surpresa, fiquei impressionado com aquilo”, relatou o médico durante a entrevista com Joelma.
Segundo a pesquisadora, as entrevistas apontaram que todo homem tem dentro de si o sentido religioso e, ao estar aberto a este sentido, busca por meio das experiências vividas, tornar-se mais consciente de si mesmo. “É esse sentido que se manifesta em suas atitudes em relação a si mesmo e ao mundo” conclui.
Fonte: Agência USP
Solução nutricional reverte cirrose hepática em ratos
Segundo o professor Francisco Javier Hernandez Blazquez, do Departamento Cirurgia da FMVZ e um dos coordenadores do estudo, a idéia agora é desenvolver um projeto experimental para realizar testes clínicos em cães. “Mas é bom ressaltar que, por enquanto, ainda não temos nada definido. O projeto ainda precisa ser aprovado pela comissão de bioética e precisamos de recursos para desenvolver o estudo, entre outras necessidades”, comenta o pesquisador. “Sabemos que é uma técnica que apresentou bons resultados em ratos, porém não sabemos se obteremos os mesmos resultados em cães. Então o problema, neste caso, é dar falsas esperanças aos proprietários dos animais”, ressalta.
Blazquez explica que a cirrose é caracterizada pelo depósito de colágeno entre os vasos sanguíneos e as células hepáticas, impedindo que os nutrientes cheguem até os hepatócitos (células do fígado). “Inicialmente acontece a fibrose, que é o acúmulo de fibras. Depois, a doença vai evoluindo até chegar a cirrose. Quando isso acontece, o quadro é irreversível, não apresenta cura, sendo que, em humanos, a única solução definitiva para o problema é submeter o paciente a um transplante de fígado”, aponta.
Em cães, explica o pesquisador, a cirrose hepática somente é descoberta quando já está em estágio bastante avançado. “Isso significa que quando o médico veterinário detecta a doença, o animal terá pouco tempo de vida”, aponta. De acordo com Blazquez, não se sabe ao certo as causas da cirrose hepática em cães, e isso se deve, em parte, ao fato de a doença ser detectada tardiamente inviabilizando uma investigação mais profunda sobre o que pode tê-la ocasionado. “Alguns tipos de cirrose em cães tem causa definidas, como o acúmulo de cobre, causado por um defeito genético, ou a obstrução dos canais biliares”, explica o pesquisador. Em humanos, a cirrose hepática está associada ao alcoolismo, a hepatites e a algumas doenças.
Os pesquisadores induziram a cirrose hepática em 45 ratos por meio de um medicamento denominado tioacetamida. A droga foi aplicada 3 vezes por semana, durante 14 semanas. Após esse período, os animais foram avaliados e constatou-se que eles apresentavam cirrose hepática.
O tratamento com a solução de fatores nutricionais foi aplicado duas vezes por dia, durante 10 dias, em 25 ratos. Esses animais receberam a solução por meio de uma injeção na barriga, na dosagem de 40 mililitros por quilo. “Optamos por injetar na barriga porque assim os nutrientes seriam absorvidos pela veia porta, que leva o sangue diretamente para o fígado, impedindo que esses nutrientes fossem dispersados”, explica Blazquez. Outros 20 ratos receberam aplicações de soro fisiológico e 10 foram usados como controle.
Após os 10 dias de tratamento, os animais foram sacrificados e analisados. Os cientistas perceberam que o quadro de cirrose hepática havia sido revertido nos animais que receberam a solução nutricional. Não foram observadas alterações nos ratos com cirrose que não receberam tratamento com a solução de fatores nutricionais.
A idéia de aplicar a solução de fatores nutricionais para tratamento de cirrose surgiu, de acordo com o professor Blazquez, a partir de uma constatação do médico Osório Miguel Parra, livre docente pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e especialista em cirurgia gastro-intestinal. Parra observou que o fígado de pacientes humanos que recebiam a alimentação parenteral apresentava aumento de tamanho. “Quanto maior a concentração de nutrientes no sangue, maior será o tamanho do fígado”, explica Blazquez.
O pesquisador conta que ele e Parra decidiram realizar um experimento onde aplicaram a solução de fatores nutricionais em ratos saudáveis. O resultado mostrou que o fígado desses animais chegou a dobrar de tamanho após 10 dias de aplicação da solução. “Então pensamos: se o fígado reage desta maneira quando está saudável, o que será que vai acontecer se aplicarmos a solução em um fígado com cirrose?”, explica Blazquez.
Além de Parra e Blazquez, o trabalho contou com a participação dos pós-graduandos da USP Ricardo Romão Guerra, Tiago Aloia, Maurício Trotta e José Luis Avanzo, da professora da FMVZ Maria Lúcia Zaidan Dagli, e de Andrew Bateman, da McGill University, Canadá. A pesquisa contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Fonte da Imagem: Guerra RR; Trotta MR, Parra OM, Avanzo JL, Bateman A, Aloia TPA, Dagli MLZ and Hernandez-Blazquez FJ. Modulation of extracellular matrix by nutritional hepatotrophic factors in thioacetamide-induced liver cirrhosis in the rat. BJMBR, 42(11):1027-34, 2009. Apoio Fapesp.
Fonte: Agência USP
Cirurgia pode ser necessária em 50% dos casos de apneia
A intervenção cirúrgica é recomendada em 50% dos casos de apneia obstrutiva do sono - um distúrbio onde a pessoa pára de respirar por pelo menos 10 segundos, mais de cinco vezes por hora. A controversa opinião - que é considerada exagerada por especialistas brasileiros - é de um dos maiores especialistas no assunto, o presidente da Academia Internacional de Ronco e Apneia do Sono, Tucker Woodson.Woodson desenvolveu uma técnica de reconstrução da faringe, onde reposiciona os tecidos de forma a desobstruir as vias aéreas. A cirurgia consiste em avançar o palato e a faringe para a passagem do ar por trás. O índice de sucesso é de 70% nas formas leves e moderadas. Nos casos graves - onde o indivíduos faz mais de 30 apneias por hora - essa taxa cai muito.
É por este motivo que os especialistas brasileiros preferem tentar outras alternativas antes indicar a cirurgia. " A precisão dos exames e do diagnóstico é muito importante para auxiliar na técnica adequada, para que a cirurgia seja realmente efetiva", avaliou Woodson.
Para ele, o uso do CPAP - máscara de plástico que faz uma pressão contínua nas vias aéreas impedindo a obstrução - é eficaz "quando a pessoa usa realmente o CPAP a noite toda". Nos Estados Unidos, afirmou, existe uma resistência cultural à utilização da máscara.
Ao contrário do que dizem estudos mais recentes, Woodson afirma que muitos casos podem ser tratados apenas com cirurgia bariátrica ou perda de peso. A gordura acumulada na garganta pode obstruir a passagem de ar.
O presidente do Congresso, o otorrinolaringologista Helio Fernando de Abreu, discorda. Segundo ele, as apneias provocam um desequilíbrio hormonal que aumenta a fome e reduz a sensação de saciedade do indivíduo, levando-o a engordar.
Em sua opinião, a intervenção cirúrgica em 50% dos casos também é exagerada. "Tem que se escolher muito bem o paciente que vai ser operado, ele tem que ser quase um personagem ideal dos livros de medicina. Nos Estados Unidos existe uma tradição de querer operar tudo e tem coisas que a gente sabe que não vai dar certo", disse ele.
A apneia é um distúrbio neuromuscular, que pode ser causado por vários fatores. É mais comum em homens com mais de 40 anos, quando a musculatura da garganta vai se afrouxando e os sensores da mucosa não funcionam mais tão bem. A obstrução pode estar em qualquer lugar das vias aéreas superiores: na laringe, na faringe, no nariz ou no posicionamento da língua.
Há casos de pacientes que chegam a ter cerca de 800 apneias durante a noite sem despertar. Num senso de autopreservação, o organismo se protege fazendo com que o indivíduo não atinja os níveis mais profundo do sono.
O principal sintoma nos adultos é o cansaço no dia seguinte. O sono fragmentado provoca sonecas involuntárias durante o dia. O ronco é um sinal de alerta. "Existem pessoas que roncam e não têm apneia, mas não há um apneico que não ronque", afirmou Abreu.
Woodson acredita que o número de mulheres com o distúrbio é muito subdimensionado. Elas podem desenvolver a doença, principalmente depois da menopausa, quando aumentam os níveis de testosterona, o principal hormônio masculino, mas o diagnóstico é mais difícil.
"Elas não tiram muitas sonecas, mas sentem fadiga. Além disso, os homens não são tão observadores quanto elas. Os maridos muitas vezes não percebem que a mulher têm apneia ou, quando percebem, não dão a devida importância", disse ele.
No caso das crianças, a cirurgia cura 84% dos casos. A retirada do excesso de carne nas adenóides ou das amídalas é a operação mais comum. Os sintomas também são diferentes. Em vez de dormirem mais, é comum que as crianças com o distúrbio desenvolvam transtorno de déficit de atenção, hiperatividade, baixo desempenho escolar e crescimento abaixo do normal.
Woodson ressaltou a importância de que a cirurgia seja feita com a técnica adequada, escolhida após exames detalhados de polissonografia e sonoendoscopia. Na polissonografia, de quatro a seis pares de eletrodos monitoram o paciente durante toda uma noite de sono e dá o diagnóstico preciso da quantidade e gravidade das apneias - se são parciais ou totais.A sonoendoscopia, pouco difundida no Brasil, é um exame de vídeo onde consegue se verificar onde está a obstrução com uma precisão de até 90%.
Fonte: Estadão/Dental Press
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Odontofobia: Por que tanta gente tem medo de dentista?
Muitos temem o "motorzinho" e só de ouvirem o barulho da broca já começam a sentir pânico. Outros quando imaginam o dentista mexendo dentro de suas bocas com todos aqueles aparatos querem sair correndo. Tremedeira, respiração ofegante, frio na barriga, taquicardia e suor. São reações comuns a pessoas que têm fobia de dentistas. E não são poucos os que sofrem da 'odontofobia'. Estudos indicam que 15% a 20% dos pacientes têm medo de ir ao dentista no Brasil.Para o especialista em periodontia e mestre em diagnóstico bucal Doutor Chrstian Wehba é muito comum alguns pacientes apresentarem medo de ir ao dentista. "Uma das explicações prováveis é que antigamente os métodos utilizados eram desconfortáveis. Agulhas grossas para anestesias, por exemplo, ajudou a fazer a visita ao dentista um sinônimo de dor. Mas isso uma cultura antiga que não condiz mais com os dentistas de hoje", afirma Wehba.
Mas mesmo com toda a modernização dos instrumentos utilizados pelos profissionais, algumas pessoas continuam tendo a chamada odontofobia. A explicação pode ser porque o indivíduo vivenciou alguma experiência traumática na infância ligada, principalmente, a dor. "Uma situação bastante comum são pais que passam seu temor de dentista para os filhos. Pesquisas mostram que metade das crianças que sentem medo de dentista é porque os pais também o sentem e relataram histórias ligadas a dor para elas", explica Dr. Christian.
Mas hoje em dia, existem vários métodos que procuram diminuir a odontofobia e o estresse em pacientes. Especialistas na área estão desenvolvendo técnicas avançadas para serem utilizadas nos consultórios. Segundo o periodontista Wehba um caminho interessante é a criação de um vínculo afetivo. Abrir espaço para conversas sobre vida pessoal, família e trabalho é uma ótima maneira de se aproximar e inspirar confiança.
Uma técnica que vem sendo utilizada recentemente é a sedação consciente ou analgesia inalatória, realizada com óxido nitroso (N2O) e oxigênio (O2). O método tem a função de acalmar e tranqüilizar o paciente antes de iniciar o tratamento.
"Um outro fator que notamos que gera temor nos pacientes é a sensação do desconhecido. Por isso, explicar exatamente tudo o que está sendo feito, se vai doer e o porque disso, ajuda a melhorar o medo das pessoas", explica o odontopediatra, Marcos Kneese-Flaks.
Mas há casos em que nem as conversas francas ou a confiança no profissional são suficientes. Em casos de síndrome do pânico ou fobia aguda, o correto é encaminhar a pessoa para uma avaliação com um psicólogo ou psiquiatra. O ideal é fazer um trabalho em conjunto com esses profissionais, já que, enquanto não superar o problema, o paciente não conseguirá se submeter ao tratamento odontológico.
Fonte: Minha Vida/Dental Press
Até que ponto os refrigerantes influenciam na saúde bucal?
Grande parte das crianças e adolescentes adora refrigerantes. Até mesmo os adultos gostam de ter a bebida como acompanhamento das refeições ou para se refrescarem. Mas até que ponto os componentes do refrigerante podem influenciar na saúde bucal?Esta é uma questão que tem gerado dúvidas e incertezas para muitos. "Dependendo da freqüência de seu consumo, o refrigerante pode gerar perdas, às vezes, irreversíveis nos tecidos que compõe o dente", explica Dra. Vivian Farfel, especialista em Odontopediatria, Ortodontia e Ortopedia Facial pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP).
O refrigerante é composto, geralmente, por cafeína, corantes, conservantes, um acidulante - geralmente representado pelo ácido fosfórico - e grande quantidade de açúcar, ou nas versões diet, light e zero, por adoçantes artificiais. "O acidulante presente nos refrigerantes é o responsável pela erosão dental, já a alta quantidade de açúcar pode ser a causa potencial de cáries dentárias, caso medidas preventivas adequadas não sejam tomadas", alerta Dra. Vivian.
A erosão do esmalte, que é uma forma de desgaste pode ser causada pelos acidulantes presentes em alimentos e bebidas, ou provenientes do estômago. "Para a saúde bucal, essa erosão pode ser tão desastrosa quanto o aparecimento da cárie, porque gera sensibilidade e má aparência", completa Dra. Vivian.
Estudos sobre o efeito erosivo do refrigerante têm mostrado que os danos que podem causar aos dentes dependem de algumas circunstâncias como: teor de ácido das bebidas consumidas, freqüência de ingestão, hábitos alimentares, práticas de higiene oral e também quantidade e composição da saliva.
As bactérias, presentes na boca, quando consomem açúcar, produzem ácidos que, em contato com os dentes, levam a perda de minerais e càries . Então, cabe aqui a pergunta: refrigerantes sem açúcar não causam cáries?
"Vale lembrar que refrigerantes sem açúcar tendem a ser menos prejudiciais à saúde bucal, porém estes possuem altas concentrações de carboidratos fermentáveis, que também apresentam potencial cariogênico. Alem disto, excesso de ingestão de adoçantes artificiais, não é indicado", esclarece a especialista.
"O melhor conselho é a redução do consumo geral de refrigerantes, substituindo-os por outras bebidas que contenham menos açúcar e acidulantes, como leite, água e alguns sucos de frutas naturais. Restrinja o consumo de refrigerante somente aos finais de semana e, após consumi-lo, enxágüe a boca com água para neutralizar a ação dos ácidos da bebida. Lembre-se de visitar periodicamente o dentista, que irá identificar a cárie e o processo erosivo no início de sua formação e agir antes que essas doenças se instalem", finaliza Dra. Vivian.
Fonte: Dentistry/Dental Press
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