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domingo, 3 de julho de 2011

Material derivado do cimento é usado em canal dentário

Um produto derivado do cimento usado na construção civil mostrou-se eficiente em área bem mais delicada: o tratamento de canal dentário.
Os resultados iniciais mostram que ele é mais resistente, mais barato, causa menos inflamação e mancha menos o dente do que o produto disponível no mercado.
A pesquisa, coordenada pela USP de Ribeirão Preto, foi publicada na revista "Journal of Endodontics".
Os pesquisadores testaram o EndoBinder, material desenvolvido e patenteado pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), que já mostrou potencial como adesivo para ossos fraturados.
O produto, que está licenciado para uma empresa privada, ainda aguarda aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para estar no mercado.
No primeiro teste, as amostras foram submetidas a compressão. Depois, o produto e o similar foram aplicados no dorso de ratos, região com tecidos semelhantes aos dos nervos dos dentes humanos.
"Constatamos que o EndoBinder produziu menos inflamação", disse a professora Fernanda de Carvalho Panzeri Pires de Souza, coordenadora da pesquisa.
O produto foi aplicado também em dentes de porcos, cujo efeito ainda está sendo analisado, para então ser utilizado em pacientes.
Há também o aspecto estético. Os dois materiais foram aplicados no interior de dentes bovinos, utilizados em estudos pela semelhança com o de humanos. O produto comercial deixou mais manchas acinzentadas do que o material testado no estudo.
A diferença também se vê no bolso: um grama do selante comercial é vendido por R$ 250. O novo produto pode custar até 50% menos.
Segundo Victor Pandolfelli, um dos inventores do EndoBinder, o produto tem princípio ativo similar ao do cimento convencional, mas grau de pureza compatível com o organismo.
Fonte: Folha S. Paulo

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Medição de dentes superiores auxilia na identificação de ossadas

Estimar a estatura humana a partir da medição de dentes superiores em ossadas já é possível com estudo conduzido na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), pela cirurgiã-dentista Laíse Nascimento Correia Lima. Na verdade, Laíse testou um novo denominador no índice de Carrea, recurso já utilizado para este fim com eficiência, só que como base é feito a partir das medidas da arcada dentária inferior, cujas características são diferenciadas.
“Em casos nos quais a mandíbula é acometida por um trauma, uma patologia ou outras situações, o uso da técnica torna-se inviável. Por isso, a iniciativa de se ampliar a utilização do índice de Carrea no intuito de aumentar as chances de identificação de ossadas quando apenas o crânio é encontrado, pois toda e qualquer informação extraída é de fundamental importância para a resolução do caso”, explica a cirurgiã-dentista, cuja orientação do trabalho foi do professor Eduardo Daruge Junior.
A cirurgiã-dentista destaca que existem inúmeros métodos para estimar a estatura por meio dos ossos longos, mas a grande maioria é antiga, sem contar que não há dados nacionais. A inovação do trabalho está justamente em tentar mensurar a estatura por meio dos dentes. “Trata-se de um assunto inovador e pouquíssimo estudado e referenciado”, argumenta.
Os testes foram feitos em 378 modelos de gesso, com idades entre 18 e 30 anos. Dos modelos analisados, 189 eram correspondentes a elementos dentários superiores e, outros 189 aos inferiores, todos eles pertencentes aos alunos do curso de Odontologia da Universidade Federal da Paraíba.
Um novo denominador para o índice Carrea foi descoberto depois da cirurgiã estimar a estatura dos modelos a partir da mensuração dos incisivos central, lateral e canino dos arcos tanto superior, como inferior. A partir daí, foram muitas fórmulas matemáticas até se conseguir um denominador apropriado que permitisse chegar aos valores de referência adequados às medidas dos dentes superiores. Os valores obtidos com o novo índice foram comparados à estatura real previamente mensurada.
Segundo Laíse, os números de acertos foram satisfatórios, ainda que seja necessário realizar outros estudos na área. De qualquer modo, ela acredita ser um importante subsídio de estudo para a odontologia legal, pois existem inúmeras ossadas nos diversos IMLs do país que não são identificadas. “É necessário extrair dessas ossadas todas as informações possíveis para reconstruir o perfil biológico do indivíduo em questão e assim poder prosseguir com trâmites legais da documentação pós-morte”, relata.
A pesquisadora lembra que devido à falta de infraestrutura do sistema pericial brasileiro há uma demanda para que se realizem técnicas mais simples e de baixo custo, mas que sejam precisas. Um próximo passo do estudo, explica Laíse, será encontrar uma fórmula diferenciada para os diferentes tipos de arcos dentais – normais, apinhados e com diastema –, modelos que estão presentes na população de forma geral, mas que possuem medidas específicas para cada tipo.
Foram feitos testes em 378 modelos de gesso por Laise Nascimento C. Lima, autora do trabalho.
Fonte: Jornal da Unicamp 

Escudo contra a superinfecção

Em áreas endêmicas de malária é comum que as pessoas sejam picadas diversas vezes pelo mosquito que transmite a doença. Mas, graças à restrição de ferro causada no fígado do hospedeiro, a própria infecção pelo parasita da malária previne a ocorrência de uma segunda infecção.
A conclusão é de um estudo realizado por um grupo internacional de cientistas, com participação brasileira. Os resultados do trabalho foram publicados em maio na revista Nature Medicine.
De acordo com os autores, o estudo poderá ter impacto nas políticas mundiais de saúde que indicam suplementação de ferro para crianças anêmicas. Em áreas endêmicas para malária, a administração de ferro pode ocasionar, segundo o estudo, superinfecções.
O trabalho foi realizado no Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa (Portugal), com participação de cientistas da Universidade de Oxford (Reino Unido). A pesquisa foi coordenada por Maria Mota, diretora da Unidade de Malária do IMM, e teve colaboração de Sabrina Epiphanio, do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Epiphanio colaborou com o estudo durante seu pós-doutorado, realizado entre 2005 e 2008 no laboratório de Mota no IMM. A primeira autora do estudo, Silvia Portugal – atualmente pesquisadora do National Institutes of Health (NIH), nos Estados Unidos, trabalhou por três meses no laboratório de Epiphanio, na Unifesp, como pesquisadora visitante.
Atualmente a cientista brasileira realiza na Unifesp uma pesquisa sobre síndrome respiratória associada à malária, com apoio da FAPESP por meio do Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes.
De acordo com Epiphanio, que trabalha há nove anos com temas relacionados à malária, o trabalho publicado pelo grupo internacional é um dos raros que aborda simultaneamente as fases hepática e sanguínea da malária, simulando a situação de uma área endêmica na qual as vítimas podem ser picadas diversas vezes pelos insetos transmissores.
“Utilizamos modelos de camundongos infectados pela malária já na fase sanguínea e os infectamos pela segunda vez com a fase hepática. Quando medimos a infecção no fígado dos animais, observamos que a resposta da segunda infecção era muito mais baixa do que a primeira. Isso talvez explique por que nem todos que contraem a doença em áreas endêmicas vão a óbito”, disse à Agência FAPESP.
O próprio sistema funciona como um mecanismo de controle. Se a resposta da segunda infecção fosse tão intensa como a primeira, o hospedeiro teria uma superinfecção, desenvolvendo uma forma mais severa da doença, como uma malária cerebral, uma anemia severa, ou uma síndrome respiratória. Nesses casos, o índice de mortalidade é muito mais alto e a reversão do quadro clínico se torna muito difícil.
“Nossa primeira suspeita foi que a proteção proporcionada pela segunda infecção estaria relacionada a uma resposta do sistema imune. Mas realizamos uma série de experimentos com insetos deficientes para linfóticos e verificamos que isso não afetava o fenótipo: independentemente da resposta imunológica, o impacto da segunda infecção era sempre menor”, disse a pesquisadora.

Suplementação de ferro
Com a hipótese da resposta imunológica descartada, o grupo prosseguiu com os testes e descobriu que a proteção produzida pela segunda infecção estava relacionada ao aumento da hepcidina – um hormônio produzido pelo fígado que se encarrega de redistribuir pelo resto do organismo a quantidade de ferro presente no órgão.
“O parasita precisa do ferro para se desenvolver e, com a primeira infecção, retira o ferro da circulação sanguínea, diminuindo também sua abundância no fígado. Na segunda infecção, o fígado tem pouco ferro disponível e o parasita não consegue se multiplicar, evitando a superinfecção”, explicou Sabrina Epiphanio.
O trabalho mostrou que, quanto mais células eram infectadas na circulação, mais aumenta a concentração de hepcidina, que se encarrega de retirar ferro da circulação, tornando as células hepáticas carentes em ferro e impedindo a superinfecção.
“Quando utilizamos drogas que bloqueavam a produção da hepcidina – tanto in vivo como in vitro–, o fenótipo era revertido, isto é, os níveis de ferro se mantinham e a segunda infecção se tornava tão severa como a primeira”, disse.
A principal contribuição do trabalho, segundo Epiphanio, poderá ser o seu impacto nas políticas públicas mundiais de suplementação de ferro em áreas onde há grande incidência de anemia. Em muitos casos, essas áreas coincidem com as zonas endêmicas de malária.
“A administração de ferro em crianças anêmicas nessas regiões pode contribuir para a incidência de superinfecção de malária nas áreas endêmicas. A literatura registra que em Zanzibar, na África, programas de prevenção da anemia que contavam com a suplementação de ferro foram seguidos de aumento dos índices de malária”, disse Epiphanio.
Fonte: Agência Fapesp

domingo, 19 de junho de 2011

Calor excessivo nas paredes ósseas

Revista Dental Press de Periodontia e Implantologia - volume 5 número 2Abril/maio/junho de 2011. Pg. 22
Explicações e Aplicações: "Calor excessivo nas paredes ósseas: a osseointegração não ocorre"
Autor: Alberto Consolar
Leia um trecho:

Em muitas situações questiona-se: Por que depois de algumas semanas da colocação de um implante dentário, ao manipulá-lo para testar a sua fixação decorrente da osseointegração, o mesmo sai facilmente e revela-se “solto”, sem qualquer ligação com o leito cirúrgico onde foi colocado?
No presente trabalho procurou-se explicar como o calor excessivo gerado pelos instrumentos rotatórios — utilizados inadequadamente na hora da confecção do loja óssea cirúrgica que irá receber o implante — pode ser a causa desse insucesso clínico.
 
Os conceitos de necrose e apoptose
A viabilidade de uma célula está na é possível de ser visualizado morfologicamente1,2,3. Quando a morte celular for detectada na microscopia óptica, a sua ocorrência se deu em períodos anteriores, pois inicialmente as lesões são bioquímicas ou moleculares. A morte celular ocorre no organismo vivo de ddependência da manutenção de suas quatro funções vitais: a respiração; a síntese proteica, estrutural e enzimática; o equilíbrio osmótico nas membranas; e a reprodução.
A morte celular representa a parada definitiva de uma ou mais funções vitais; mas, em seus estágios iniciais, esse comprometimento celular nem sempre uas formas bem distintas: necrose e apoptose. Quando a morte celular ocorre em organismo sem vida, tem-se a morte somática.

Consideração final
Nas lojas ósseas cirúrgicas, a qualidade de suas paredes está relacionada com a desobstrução dos espaços medulares expostos aos cortes dos instrumentos com ampla exposição do tecido medular e do endósteo. As janelas entre as trabéculas expostas diretamente na loja cirúrgica permitem que células jovens e indiferenciadas proliferem e migrem em direção ao coágulo, para colonizar e sintetizar a matriz extracelular óssea no contexto do tecido de granulação. Quando na interface implante-osso esse processo resulta na síntese de osso sobre a superfície, implica em dizer que houve a osseointegração. O calor excessivo de instrumentos rotatórios nas margens cirúrgicas pode promover uma faixa de tecido com necrose por coagulação, com fechamento das janelas do trabeculado ósseo, impedindo, como uma barreira física, que ocorra a migração de células para o coágulo sanguíneo, a formação de tecido de granulação e a osseointegração. À menor manipulação, esse implante, depois de alguns dias ou semanas, pode se soltar nas mãos do operador, indicando falha na osseointegração.
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Fonte: Revista Dental Press de Periodontia e Implantologia

sábado, 11 de junho de 2011

PODCAST - "A vida é feita de escolhas" - Pe. Fábio de Melo

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Prevenção de cárie com uso de laser é mais duradoura

Desde 1994, uma equipe de pesquisadores desenvolve protótipos de laser para aplicação na área de Dentística, obtendo resultados inéditos no mundo. O projeto é coordenado pela bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq e pesquisadora do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), Denise Maria Zezell.
Os primeiros trabalhos in vitro mostraram a habilidade do protótipo para remover a cárie. O esmalte dental irradiado, dentro da cavidade ablacionada a laser, passava a ter propriedades diferentes. Esse foi o início do projeto que vem investigando os efeitos potenciais de vários comprimentos de onda na prevenção da cárie a laser.
Crianças e adolescentes tratados por um ano com o laser associado à aplicação de flúor, tiveram uma redução 40% maior na incidência da cárie, do que a obtida apenas com a aplicação do flúor. O estudo é feito de forma multidisciplinar, com uma equipe composta por Físicos, Cirurgiões-Dentistas e Engenheiros de diferentes especialidades. Uma das razões físicas pelas quais a irradiação a laser associada ao flúor inibe a progressão da cárie radicular é o aumento do diâmetro dos cristais de hidroxiapatita, que compõe o esmalte e dentina, após o procedimento.
O tratamento só com o flúor atinge em média 21% de prevenção de cáries com o uso de flúor gel, comparado a placebo aplicado em crianças que estavam expostas a outras fontes da substância de forma cotidiana, como água fluoretada, sal fluoretado ou creme dental com flúor. Nos estudos a associação da irradiação laser com aplicação de flúoreto resultou num total de 60,2% de prevenção. O único estudo clínico sobre o assunto, publicado pelo grupo, sugere a necessidade de repetir o tratamento a cada ano para manter os efeitos.
Se tudo der certo, a novidade poderá ser incorporada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento não requer anestesia e é relativamente rápido, indicando um potencial de atendimento em larga escala. Além disso, deve-se levar em consideração que a irradiação laser promove efeitos mais duradouros do que a aplicação tópica de flúor isoladamente, o que leva à menor necessidade de consultas periodicas preventivas. Se houver uma política de inclusão de alta tecnologia em postos de atendimento do SUS, o custo do equipamento poderá ser rapidamente compensado.
Atualmente um laser comercial de neodímio para Odontologia custa aproximadamente US$ 25 mil. Considerando que o tratamento também propicia uma maior retenção de flúor no elemento dental, acredita-se que o investimento no equipamento seja diluído, sobretudo quando utilizado em larga escala. O Brasil possui várias empresas com potencial para fabricar lasers de alta potência na área médica e odontológica, em sua maioria, pertencentes a grupos de pesquisa como o próprio Centro de Lasers e Aplicações do IPEN e os Institutos de Física da Unicamp e da USP de São Carlos, entre outras.
Inicialmente o projeto obteve financiamento para o desenvolver o protótipo do laser da então Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do estado de São Paulo. A partir de 2000, participa de um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão da FAPESP, o Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica, coordenado pela UNICAMP. De 2005 a 2008 integrou os Institutos do Milênios, do CNPq, o Instituto de Óptica Não Linear, Fotônica e Bio-Fotônica. Atualmente pertence ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Fotônica (INFO), do CNPq, coordenado pela UFPE. Além de bolsas do CNPq, Capes e FAPESP.
Também participaram do projeto pesquisadores da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP), Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP), Universidade Federal do ABC (UFABC), Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/Unicamp), além de outros integrantes do IPEN.
Fonte: Portal APCD

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Câncer de boca causado por sexo oral avança no Brasil

Em uma década, dispararam no país os casos de câncer de boca e orofaringe relacionados à infecção por HPV (papilomavírus humano), transmitidos por sexo oral.
O índice de tumores provocados pelo vírus é três vezes superior ao registrado no fim da década de 1990. Não há um aumento do número total de casos, mas sim uma mudança no perfil da doença.
Antes, cânceres de boca e da orofaringe (região atrás da língua, o palato e as amígdalas) afetavam homens acima de 50 anos, tabagistas e/ou alcoólatras.
Hoje, atingem os mais jovens (entre 30 e 45 anos), que não fumam e nem bebem em excesso, mas praticam sexo oral desprotegido.
Uma recente análise publicada no periódico "International Journal of Epidemiology" mostra que, quanto maior o número de parceiras com as quais pratica sexo oral e quanto mais precoce for o início da vida sexual, mais risco o homem terá de desenvolver câncer causado pelo HPV.
MAIS CASOS
No Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, 80% dos tumores de orofaringe têm associação com o papilomavírus. Há dez anos, essa associação existia em 25% dos casos.
O HPV já está presente em 32% dos tumores de boca em pacientes abaixo dos 45 anos ""antes, o índice era de 5%. Por ano, o hospital atende 160 casos desses tumores.
"O aumento dos tumores por HPV é real, e não porque houve melhora do diagnóstico. Os casos relacionados ao tabaco vêm caindo, mas o HPV está ocupando o lugar", diz o cirurgião Luiz Paulo Kowalski, do A.C. Camargo.
No Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), 60% dos 96 casos de câncer de orofaringe atendidos em 2010 tinham relação com o HPV. As mulheres respondem por 20% dos casos.
"Começa-se a notar um maior número de mulheres com esse câncer, por causa do sexo oral desprotegido", diz o oncologista Gilberto de Castro Júnior, do Icesp.
No Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista, casos ligados ao HPV respondem por 30% dos cânceres da orofaringe, um aumento de 50% em relação à década passada, segundo o cirurgião André Lopes Carvalho.
"A maioria dos nossos pacientes tem o perfil clássico, de homens mais velhos que bebem e fumam. Mas estamos percebendo uma virada." O Inca (Instituto Nacional de Câncer) desenvolve seu primeiro estudo sobre o impacto do HPV nos tumores orais. Segundo o cirurgião Fernando Dias, coordenador da área de cabeça e pescoço do instituto, o HPV de subtipo 16 é o que mais provoca câncer da orofaringe.
"O HPV está criando um novo grupo de pacientes. Por isso, é preciso reforçar a necessidade de fazer sexo oral com preservativo." O Inca estima que, por ano, o país registre 14 mil novos casos de câncer de boca.
Segundo os especialistas, a boa notícia é que os tumores de orofaringe relacionados ao HPV têm um melhor prognóstico em relação àqueles provocados pelo fumo.
Paulo Kowalski afirma que eles respondem melhor à quimioterapia e à radioterapia e, muitas vezes, não há necessidade de cirurgia.
VACINA
A vacina contra o HPV não é aprovada para homens no Brasil. Nos EUA, onde foi liberada, a imunização masculina não protege contra o HPV 16, o tipo que mais causa câncer de boca e de orofaringe.
No Brasil, só mulheres entre 9 e 26 anos têm indicação para a vacina contra quatro tipos de HPV, entre eles o 16. Mas a imunização só existe na rede privada, ao custo médio de R$ 900. 


Fonte: Folha.com

quinta-feira, 5 de maio de 2011

ÁUDIO DA SEMANA - Max Gehringer - 'Devo relatar o comportamento antiético de colegas após pedir demissão?'

 
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