domingo, 19 de junho de 2011

Calor excessivo nas paredes ósseas

Revista Dental Press de Periodontia e Implantologia - volume 5 número 2Abril/maio/junho de 2011. Pg. 22
Explicações e Aplicações: "Calor excessivo nas paredes ósseas: a osseointegração não ocorre"
Autor: Alberto Consolar
Leia um trecho:

Em muitas situações questiona-se: Por que depois de algumas semanas da colocação de um implante dentário, ao manipulá-lo para testar a sua fixação decorrente da osseointegração, o mesmo sai facilmente e revela-se “solto”, sem qualquer ligação com o leito cirúrgico onde foi colocado?
No presente trabalho procurou-se explicar como o calor excessivo gerado pelos instrumentos rotatórios — utilizados inadequadamente na hora da confecção do loja óssea cirúrgica que irá receber o implante — pode ser a causa desse insucesso clínico.
 
Os conceitos de necrose e apoptose
A viabilidade de uma célula está na é possível de ser visualizado morfologicamente1,2,3. Quando a morte celular for detectada na microscopia óptica, a sua ocorrência se deu em períodos anteriores, pois inicialmente as lesões são bioquímicas ou moleculares. A morte celular ocorre no organismo vivo de ddependência da manutenção de suas quatro funções vitais: a respiração; a síntese proteica, estrutural e enzimática; o equilíbrio osmótico nas membranas; e a reprodução.
A morte celular representa a parada definitiva de uma ou mais funções vitais; mas, em seus estágios iniciais, esse comprometimento celular nem sempre uas formas bem distintas: necrose e apoptose. Quando a morte celular ocorre em organismo sem vida, tem-se a morte somática.

Consideração final
Nas lojas ósseas cirúrgicas, a qualidade de suas paredes está relacionada com a desobstrução dos espaços medulares expostos aos cortes dos instrumentos com ampla exposição do tecido medular e do endósteo. As janelas entre as trabéculas expostas diretamente na loja cirúrgica permitem que células jovens e indiferenciadas proliferem e migrem em direção ao coágulo, para colonizar e sintetizar a matriz extracelular óssea no contexto do tecido de granulação. Quando na interface implante-osso esse processo resulta na síntese de osso sobre a superfície, implica em dizer que houve a osseointegração. O calor excessivo de instrumentos rotatórios nas margens cirúrgicas pode promover uma faixa de tecido com necrose por coagulação, com fechamento das janelas do trabeculado ósseo, impedindo, como uma barreira física, que ocorra a migração de células para o coágulo sanguíneo, a formação de tecido de granulação e a osseointegração. À menor manipulação, esse implante, depois de alguns dias ou semanas, pode se soltar nas mãos do operador, indicando falha na osseointegração.
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Fonte: Revista Dental Press de Periodontia e Implantologia

2 comentários:

Marcelo Barreira disse...

teste!

Mariana disse...

Coloquei um implante hoje e queria ver como era por dentro. Essa foto parece muito real e não perguntei em periodontia os cuidados porque fui embora muito rápido. Como tenho que cuida-lo? Obrigada!

 
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